Meu filho está viciado em jogos: e agora?

Mãe de meia-idade abraça seu filho adolescente por trás, com uma expressão de esperança e carinho. O jovem, sentado na cama, segura um celular com um jogo online na tela e tem um olhar triste e cansado. O quarto tem uma iluminação suave, com uma mesa de estudos e livros ao fundo, transmitindo uma atmosfera de apoio familiar diante do vício em jogos.

Tempo de leitura: 4 minutos

De repente, você percebe que seu filho passa horas trancado no quarto, sempre com o celular na mão.
As notas caíram, as conversas diminuíram e o bom humor quase desapareceu.
Quando você tenta falar, ele se irrita ou responde de forma seca.

O problema pode estar ligado ao vício em jogos e apostas, algo cada vez mais comum entre jovens e adolescentes.
E, como pai ou mãe, você pode estar se perguntando: o que eu faço nessa situação?

Entendendo o problema sem culpa

O vício em jogos não é apenas uma fase e também não significa que seu filho é preguiçoso ou irresponsável.
O jogo estimula áreas do cérebro ligadas ao prazer, criando um ciclo difícil de controlar.
Por isso, críticas e broncas não resolvem. O que funciona é acolhimento, limites e tratamento.

 

O que a ciência já sabe sobre o vício em jogos

Pesquisas recentes mostram que o problema é muito mais comum do que parece.
Um levantamento recente, publicado no Journal of Behavioral Addictions, aponta que cerca de 8 a 9% dos adolescentes podem apresentar sintomas de vício em jogos. Isso significa que, em cada sala de aula, é provável que pelo menos um jovem esteja sofrendo com isso.

Outro dado importante é que não se trata apenas de comportamento. Estudos com neuroimagem mostram que adolescentes com vício em jogos apresentam alterações no cérebro, especialmente em áreas ligadas à recompensa e motivação, como o núcleo caudado.
Isso explica por que não é tão simples “parar de jogar” só na força de vontade: o cérebro cria um ciclo de prazer e ansiedade que prende o jovem nesse hábito.

 

O impacto dos jogos na vida do seu filho

  • Quando os jogos tomam conta, as consequências aparecem rápido.
  • Dificuldade para dormir.
    Perda de interesse pela escola.
  • Irritação e isolamento.
  • Gastos escondidos em apostas online.
  • Queda da autoestima.

Perceber esses sinais cedo ajuda a evitar que o problema cresça ainda mais.

 

O que você pode fazer hoje mesmo

Mostre que você está presente. Seu filho pode estar envergonhado ou com medo de ser julgado. Escute mais, pergunte como ele se sente e evite interromper.

Defina pequenas mudanças. Não adianta cortar tudo de uma vez. Comece combinando horários de uso do celular ou do videogame e vá acompanhando de perto.

Crie momentos em família. Passeios simples, refeições juntos ou até assistir a um filme podem ser oportunidades de reaproximação.

Busque ajuda profissional. Um psicólogo especializado em vício em jogos pode ajudar seu filho a entender o que está acontecendo e a retomar o controle.

O que não ajuda

  • Ignorar a situação esperando que passe.
  • Reagir apenas com gritos ou punições.
  • Dar dinheiro para “resolver rápido”.
  • Fingir que não dói em você também.

Lembre-se: seu filho precisa de apoio, mas você também merece acolhimento nesse processo.

Buscando tratamento 

O vício em jogos pode ser tratado.
Com paciência, limites e o suporte certo, muitos jovens conseguem retomar os estudos, melhorar o humor e recuperar a confiança da família.

O primeiro passo pode ser agora: buscar informação e pedir ajuda.

Apoio direcionado

Com apoio adequado, é possível reorganizar a vida, recuperar vínculos e retomar o controle que parece perdido.

No meu trabalho como psicóloga, em parceria com o Instituto de Apoio ao Apostador (IAA), conduzo salas coletivas gratuitas, abertas tanto para quem deseja se libertar do vício em jogos quanto para familiares que sofrem com essa realidade. Esses encontros oferecem informação, acolhimento e troca de experiências, ajudando a transformar dor em aprendizado e esperança.

 

Atendimento particular via Zoom

Além disso, realizo atendimento dedicado particular, online via Zoom, em um espaço totalmente seguro e sigiloso, para que cada pessoa ou casal possa compartilhar sua história sem medo de julgamento.

Se você sente que o jogo ou as apostas têm custado caro demais, em dinheiro, saúde ou até mesmo na relação íntima, saiba que não precisa enfrentar isso sozinho(a). 

Agende agora uma sessão de psicoterapia online e juntos vamos começar a virar esse jogo!

Aline Esteves Pierin​

Psicóloga apaixonada por psicologia e pela singularidade do ser humano – CRP-06/106150​

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